Cientista e Químico suíço, Albert Hofmann nasceu a 11 de janeiro de 1906, em Baden.

Irmão mais velho de outros três, logo cedo despontou grande interesse por estudos. Em vários cursos foi o melhor aluno, inclusive curso de línguas. Após a morte de seu pai, caiu sobre a responsabilidade de ser o homem da família, sendo essa uma das razões para levar muito a sério os estudos. Formou-se em Química em 1929, pela Universidade de Zurique, e alguns anos depois completou o seu doutoramento na mesma área. Trabalhou na Sandoz Pharmaceuticals, onde desenvolveu o seu trabalho de investigação química. Suas pesquisas foram direcionadas em plantas e fungos medicinais, tentando extrair e sintetizar substâncias psicoativas. Em 1938, ele isola um dos componentes básicos e essenciais para todas as outras substâncias alcalóides terapêuticas da época: o Ácido Lisérgico. O estudo das propriedades medicinais das plantas acabou por levá-lo ao estudo de um fungo que se formava no centeio. As suas pesquisas levaram a novas descobertas e ainda em 1938, Hofmann sintetiza a dietilamida do ácido lisérgico, mais conhecida por LSD. Hofmann interessou-se pelo LSD, pois acreditava que a substância poderia ser útil enquanto estimulante respiratório e da circulação. No entanto, quando testado em animais, não se observaram quaisquer efeitos relevantes para além de alguns sinais de agitação. Por isso, a substância foi descartada por ser considerada irrelevante. Não foram, porém, as propriedades medicinais e, sim, os efeitos alucinógenos que transformaram o LSD numa das colunas do movimento hippie dos anos 60. A Sandoz, naturalmente, tentou lucrar com a descoberta, encarregando cientistas para testarem a droga na psiquiatria. O medicamento foi lançado no mercado sob o nome “Delysid”, para tratamento de fobias e neuroses, mas com a advertência de que provocava alucinações.

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